27 janeiro 2007

Ahhh, o verão....... (The Holiday)

Longe de estar curtindo todas, tomando todas e me aveturando verão afora. Cá estou, presa às aulas de Janeiro.

Nunca gostei de ler as críticas de Veja sobre filme, música ou qualquer que seja. Acho que são muito radicais no que dizem e acaba estragando um pouco do brilho do filme. Se eu não gosto de ler sinopse para não estragar, imagina crítica, ainda mais de Veja. Poupe-me.

Mais forte do que esta minha aversão, era a aula chata que eu estava tendo quando deparei-me com a crítica de Isabela Boscov a “O amor não tira férias” (The Holiday – 2006).


Falem o que quiserem, EU GOSTO da Cameron Diaz. Ela me diverte e me encanta. Está certo que ela, ao contrário de Kate Winslet, definitivamente tem problemas em escolher os roteiros. Se há uma coisa que eu sempre digo é que se um filme tiver Kate Winslet, Morgan Freeman ou Naomi Watts no elenco, pode apostar. São pessoas que sabem escolher o que fazer. Jude Law e Angelina Jolie também sabem fazer boas escolhas.

Anyway...

Cameron sempre escolhe papéis água com açúcar: a neurótica que nunca foi amada de verdade ou a mocinha ingênua e infantil em busca de um verdadeiro amor.

Mas não achei, por nenhum momento, que a atuação dela foi decadente. Não a podemos comparar com Kate, de forma nenhuma. Kate tem o dom. Como quase nenhuma na indústria. E talvez seja por isso, por ela não estar na indústria (no pior sentido da palavra), que seja tão atraente aos olhos desta cinéfila.

Uma coisa que Boscov falou em sua crítica, intitulada “A narcisista e a desencanada”, e que eu concordo plenamente é que ela fez muito bem em não ter estourado na época de “Titanic”(1997, James Cameron). E que engulam isso com bastante angu as revistas de fofoca que ficavam/ficam se preocupando com a balança dela. Acima ou abaixo do peso, Kate Winslet sempre será uma estonteante atriz, competente e perfeita.

Completamente apropriado para a estação, não fossem as minhas aulas na Federal (malditas sejam todas as greves!). Bem humorado e simpático.

Poderia ter brincado mais com a imaginação de Amanda (personagem de Cameron). Era brilhante quando ela escutava a narração do trailler.

As brincadeira do roteiro também poderiam ter sido melhor exploradas. Como quando Amanda volta correndo para encontrar Graham. Ela passa pelo mesmo caminho que fez no começo do filme e, ao invés de xingar e fazer o trajeto com extrema dificuldade, ela corre. E o melhor: ela pára no meio para respirar. E a trilha, maravilhosamente composta, acompanha o ritmo. Excelente!

Detalhe para a aparição relâmpago de Lindsay Lohan, Dustin Hoffman e Kathryn Hahn. Hilário!

E ainda não entendi, perdoem a ignorância, porque Isabela chamou Winslet de narcisista. Como diria minha amiga carioca....
Vai saber!

("The Holiday", 2006, Nancy Meyers)

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