Eu provavelmente não terei palavras nem argumentos para qualificar este longa. Não porque meu vocabulário seja pobre, mas porque faltam palavras no dicionário para se equiparar ao filme.Além da fotografia espetacular: um árido cruel, sol, locações, tudo conspira.
As atuações (que também envolve o trabalho da diretora estreante, especialmente com as crianças)... Sem palavras. Foi natural, foi convincente! Dá pra sentir da cadeira a força da história, a emoção dos personagens.
E destaco uma cena pela qual me apaixonei: Thiago, Felipe e os irmãos estão na varanda de casa, rindo. Esta é a cena! È simples e grandiosa. Traduz a inocência das crianças e o desconhecimento da situação difícil em que se inserem. Fantástico!
Eu sou bastante emotiva e esta foi mais uma película que me fez desidratar. E tive o prazer de assisti-la durante o Primeiro Plano Festival de Cinema de Juiz de Fora, o que me permitiu conversar um pouco com a conterrânea Izadora Fernandes (mãe) e o Rômulo Braga (tio Terez). Mas só no dia seguinte, porque foi difícil até olhar nos olhos deles sem me emocionar. Faltaram, como agora, palavras adequadas para elogiar o trabalho.
De 0 a 10: 27!!
(“Mutum”, 2007, Sandra Kogut)
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